Despreparo financeiro aumenta o índice de inadimplência dos Brasileiros.

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A cada dez adultos no Brasil, quatro estão inadimplentes, de acordo com a Serasa Experian.

 

Além de assistirem ao crescimento de suas dívidas como bola de neve (pela incidência diária de multa, juros e correção monetária), as pessoas com o nome sujo na praça perdem o acesso a empréstimos bancários, cheque especial e cartão de crédito.

Uma explicação para a alta inadimplência está na situação econômica do país, historicamente delicada, com salários baixos e desemprego elevado.

 

 

Mas essa não é a única causa, as contas não pagas também têm um componente individual: o chamado Analfabetismo Financeiro. A expressão, que remete ao analfabetismo funcional, é recente e vem sendo utilizada por universidades e instituições como o Banco Mundial.

 

Gestão Condominial

Em um condomínio, a função de Síndico não é para qualquer um.

Este cargo exige muita responsabilidade, atenção e organização de quem está à sua frente.

Os erros na gestão de condomínio apesar de serem comuns, são todos passiveis de responsabilidade civil e criminal, por isso em algumas situações a atenção deve ser redobrada.

 

 

Síndico precisa entender de finanças?

 

Lidar com seu próprio dinheiro é difícil, agora, imagine lidar com seu dinheiro de todos os seus vizinhos!

Isso é exatamente o que se pode chamar de desafio, a gestão de condomínios residenciais exige um controle habilidoso dos gastos, que deve harmonizar uma boa logística de distribuição de recursos com a transparência em disponibilizar dados sobre os recebimentos e as saídas.

A administração é quem deve pagar as contas em dia, fazer um fundo de reserva para obras de emergências e pagar os salários dos colaboradores terceirizados na data correta.

 

 

Erros administrativos podem incorrer em problemas judiciais para o condomínio.

O síndico deve controlar as finanças do condomínio e fazer a cobrança de modo consistente aos devedores, mas preservando o nome dos inadimplentes, sem revelá-los para os demais moradores.

Para a administradora de condomínios, Meri Rostirolla, estar à frente da administração de um condomínio é trazer para si grande responsabilidade.

Manutenções, pagamento de impostos e contas ordinárias são obrigações legais tão somente do síndico, inerentes a dita administração e deixá-las “de lado” são erros que trazem danos sérios para toda a coletividade.

A falta de experiência de um síndico pode acarretar erros graves. Um grande exemplo é a falta de planejamento adequado para a arrecadação ordinária mensal, que pode acarretar no déficit de receita para cumprir as obrigações do condomínio”. Disse Meri.

 

 

Ela ainda aponta que outra falha preocupante é quando o síndico deixa de realizar manutenções obrigatórias, como a revisão do sistema de combate a incêndio, onde em um sinistro, se o mesmo não estiver em plena funcionalidade pode trazer consequências sérias.

Desta forma, o representante legal precisa ter atenção de forma geral em todos os aspectos da administração, para evitar prejuízos tanto para sua administração quanto para os condôminos”. Conclui.

A pessoa é considerada analfabeta financeira quando não lida com o dinheiro de forma plenamente consciente e racional.

Ela, por exemplo, não tem ideia de quanto gasta por mês. Não se preocupa em classificar suas despesas (alimentação, transporte, educação, telefone, lazer) nem em saber o peso que cada categoria tem no orçamento pessoal.

Compra por impulso e não reflete se o produto é necessário e urgente. São situações que também podem gerar reflexos no condomínio se tais atitudes não forem pensadas.

Especialistas dizem que, como todo tipo de ignorância, o analfabetismo financeiro se combate com educação. Para Eliane Jaqueline Metzner, planejadora financeira, o planejamento financeiro é uma “atitude” de sistematizar informações e objetivos, e isto é muito importante para que os projetos sejam executados sem sustos.

A manutenção de patrimônio tem custo adicional, com reformas periódicas, e que em empreendimentos coletivos é responsabilidade de todos.

 

 

O planejamento financeiro condominial deve prever a periodicidade destes eventos, e ser decidido em Assembleia se haverá formação de fundo de reserva, para reduzir os impactos, ou então fazer chamada de capital quando ocorrer, o que pesará muito mais no bolso dos condôminos. A melhor saída é a projeção destes custos com periodicidade de 5 anos, com uma contribuição mensal para este fundo, que, em virtude do maior tempo, não impactará tanto no orçamento individual”. Alerta Eliane.

Eliane orienta ainda que novas obras devem ser amplamente discutidas, pois apresentam melhorias coletivas de utilização e valorização do patrimônio, assim como dispêndios adicionais na sua construção.

Por isso é de suma importância participar das reuniões de condomínio onde estes assuntos são discutidos, tanto para certificar-se da qualidade dos planejamentos quanto para expor sua opinião e indicação de soluções”. Concluiu.

A educação financeira não tem a ver com matemática financeira ou contabilidade, mas sim, com mudança de hábitos e comportamentos.

O analfabetismo financeiro não é aferido apenas pelos elevados índices de inadimplência. Inúmeros estudos confirmam que, no grosso, os brasileiros são mesmo ignorantes na hora de lidar com o dinheiro.

 

(Com Agência Senado)

 

Geiseane Lemes – Repórter Síndico Legal

 

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