Descubra se seu condomínio deve investir em um poço artesiano

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Fonte: Projetado por Evening_tao - Freepik.com.

Quando se fala em economia de água no condomínio, todos os moradores ficam animados e dispostos a fazer o possível para gastar menos no final do mês. Uma das alternativas para economizar água é a construção de um poço artesiano, que utiliza a água de um lençol subterrâneo para abastecer o prédio, gerando um custo muito menor do que o da água disponibilizada pelas companhias de saneamento.

Porém, há uma série de fatores legais e burocráticos que devem ser levados em consideração ao começar a pensar na ideia de ter um poço artesiano no condomínio. Para esclarecer todas as suas dúvidas, o post de hoje falará de das providências que devem ser tomadas para começar a construir um poço. Continue conosco!

Como construir e como funciona um poço

O poço artesiano deve ser cavado até o lençol subterrâneo de água, por isso, sua profundidade deve ser de 70 a 100 metros. Dali, ele retira a água necessária para o local e a envia para a caixa d’água, proporcionando o abastecimento ideal para o consumo do prédio.

A vazão do poço é calculada a partir de quantidade de água que a rocha tem a oferecer e isso deve ser verificado antes de começar a construção. Se a rocha tiver um potencial baixo para o fornecimento de água pode até fazer o poço secar.

No caso dos condomínios, que tenham, em média, de 50 a 100 apartamentos, a necessidade é um poço que libere 10 mil litros de água por hora.

Quais são os benefícios do poço artesiano

A economia é, sem dúvida, a grande razão pela qual os condôminos junto ao síndico decidem pelo poço artesiano. Dependendo do tamanho do condomínio e da capacidade do poço, em doze meses de uso, a economia que se tem com a conta de água já é suficiente para pagar todo o investimento utilizado para fazer o poço.

Quais são os trâmites legais

Apesar de toda a economia que o poço artesiano pode proporcionar para todos os moradores do prédio, engana-se quem pensa que ficará totalmente livre de todos os impostos e obrigações com o governo do estado.

Apesar de não usufruir mais da água proveniente das companhias de saneamento, o prédio ainda precisa pagar uma taxa mensal para arcar com os custos do esgoto, que continua sob a responsabilidade da rede pública.

O estudo de preparação da obra deve ser levado até a agência responsável pela água e esgoto do estado e deve conter a vazão que o prédio poderá retirar do poço. Além disso, a obra deve atender às normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e contar com um geólogo para ser feita. Também é necessário fazer um cadastro emitido pelo departamento de vigilância sanitária da cidade ou do estado.

Um poço artesiano pode representar uma grande economia, mas não se deve esquecer dos compromissos burocráticos que ele exige para ser feito. Além disso, é preciso se lembrar de realizar a manutenção periódica da qualidade da água e da bomba d’água.

Antes de tomar a decisão, deve-se realizar reunião de condomínio para discutir o assunto e obter a concordância da maioria. Dessa forma, com planejamento, é possível ter economia e ainda utilizar a água de uma maneira mais consciente.

Fonte: Condlink.

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