Delegacia Ambiental investiga suspeita de crimes ambientais em condomínio de alto padrão

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Segundo delegado Francisco Del Poente, há descarte de resíduos domésticos sem tratamento e houve um flagrante de máquinas que desassoreavam um lago sem licenciamento. Condomínio afirma que “há inverdades” e que está discutindo internamente a situação e fazendo o levantamento de documentos.

 

 

A Delegacia de Meio Ambiente de Mogi das Cruzes investiga suspeita de crimes ambientais em um condomínio de alto padrão no município. Segundo o delegado Francisco Del Poente, policiais flagraram dois crimes ambientais no Real Park: descarte de resíduos domésticos sem tratamento em um curso d´água e máquinas que desassoreavam um lago sem licenciamento.

A direção da Associação do Residencial Real Park informou que está discutindo internamente a situação e fazendo o levantamento dos documentos referentes aos casos citados nos arquivos do condomínio. Além disso, a administração afirmou que “há inverdades no que foi divulgado” – veja nota completa no fim da reportagem.

O titular da Delegacia de Meio Ambiente foi até o local depois de receber uma denúncia. Lá, ele afirmou ter encontrado uma estação de tratamento de esgoto descartando resíduos domésticos ‘in natura’ em um curso de água ao lado do condomínio.

Segundo o boletim de ocorrência, a estação de tratamento “está saturada e aparentemente não cumpre com sua função”. Além disso, de acordo com o delegado, o representante do condomínio não apresentou a licença ambiental para operar a estação. Dois peixes mortos foram encontrados.

Em outro ponto do condomínio, duas máquinas realizavam o desassoreamento de um lago, também sem o licenciamento ambiental, segundo a polícia. As máquinas foram apreendidas e foi requisitada perícia no local.

O caso foi registrado como crime ambiental, com as naturezas impedir ou dificultar a regeneração natural de florestas e por construir estabelecimento potencialmente poluidores.

Luis Tabelião, diretor de Sede da Associação dos Adquirentes de Unidades do Loteamento Real Park Mogi, afirmou em nota enviada nesta quinta-feira (9) que:

“É absolutamente leviana, inverídica e infundada a acusação de descarte de resíduos domésticos “in natura” no curso de água lindeiro ao residencial.

A estação existe e funciona há mais de dez anos, atendendo todos os requisitos necessários ao seu adequado e correto funcionamento. A Associação dispõe de laudos técnicos comprobatórios, que serão apresentados à autoridade policial. Sua implantação foi autorizada pela Cetesb após regular processo de licenciamento, restando a emissão da LO, devidamente requerida pelo Real Park, em tramite processual na agencia ambiental pertinente.

Quanto ao desassoreamento de um lago, trata-se esta de ação realizada pelo SESI, decorrente da implantação de unidade em terreno vizinho. Compete ao SESI apresentar a devida licença para a obra.”

O Sesi-SP esclarece que o condomínio Real Park omitiu o fato de que o lago artificial localizado na propriedade é área de manancial, conforme atestam e-mails trocados entre a entidade e a administração do condomínio. As fortes chuvas que caíram na região fizeram com que a lama proveniente da obra da escola, já finalizada, descesse até o lago. Prontamente, a entidade arcou com as despesas de contratação de empresa para realizar a limpeza do lago e não o desassoreamento. Para evitar contratempos futuros, foi providenciado o alteamento e o reforço do muro que separa a escola do condomínio e o aperfeiçoamento do sistema de drenagem.


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Fonte: G1

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