Crianças nos condomínios

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Ao falar de problemas que aparecem com frequência em condomínios, crianças são lembradas quando se menciona os cinco famigerados C, criança-cachorro-carro-cano-calote.

Mas, de verdade, crianças são problemas sempre que não há opções de lazer suficientes ou capazes de exaurir sua energia.

Nesse afã, podem ser expostas a acidentes em diferentes ambientes e situações: na piscina, no playground, na garage, nas escadas, quando viajam sozinhas no elevador, e em tantas outras.

Locais de acesso restrito, como barrilete, centro de medição, sala do gerador, caixas d’água, casa de máquinas dos elevadores, heliponto, quando houver, e outras devem ser constantemente vigiadas, pois representam real perigo de sérios acidentes.

Além dos riscos de se machucarem nos brinquedos do playground, da exposição a acidentes quando resolvem brincar de pega-pega ou de skate na garagem, ou exageram em performances arriscadas na piscina, o barulho provocado por elas é um dos grandes nós na gestão condominial.

Criança adora estar em grupo. Esse ajuntamento, por si só, já é ruidoso, podendo incomodar aos adultos.

Mas, mesmo dentro de casa, dependendo do brinquedo escolhido, uma criança pequena pode fazer barulho suficiente para aborrecer seu vizinho.

De qualquer modo, quando excessos acontecerem, cabe aos pais ou responsáveis orientá-las, explicando o que pode, o que não pode, incutindo nelas, desde tenra idade, boas noções de civilidade e cidadania.

 

 

Para os mais radicais, condomínio ideal seria aquele sem crianças.

No mínimo, uma fonte a menos de barulho, de preocupações, de providências por parte da administração em criar alternativas de lazer para elas.

Sem entrar no mérito de preferências pessoais, ou fazer qualquer juízo de valor, é possível sim uma convivência pacífica entre adultos e crianças, mesmo que se considerem os inúmeros ‘pontos de atrito’ em potencial.

A convivência em condomínios é uma experiência riquíssima para crianças e adultos. A sociabilidade decorrente propicia uma ótima oportunidade para fazer novos amigos, firmas vínculos de tal forma duradouros que podem perdurar por toda a vida.

Criança precisa de espaço para brincar, onde solta sua imaginação, reforça seu aprendizado cognitivo e sua mente ‘viaja’ na mesma velocidade que a de seu super-herói favorito.

Às vezes algum excesso pode vir a ser cometido, por isso é importante ter regras claras, horários de alguma forma rígidos, para que elas entendam e aprendam a respeitar seu próximo.

Desculpe o clichê, mas criança, afinal, é um estágio sem o qual não há adulto.

Um assunto muito sério na faixa etária dos adolescentes é as drogas.

Se há evidências de que pode haver droga no condomínio deve o síndico a, pelo menos inicialmente, ser proativo, realizando campanhas por meio de cartazes, comunicados em elevadores, visando proibir o uso de qualquer tipo de entorpecentes nas áreas comuns e, se possível, conversar com os pais do suposto envolvido.

O usuário de drogas normalmente apresenta comportamento típico, às vezes passa a receber mais visitas cada vez mais frequentes e variadas, e gosta de lugares mais isolados, mais escuros dentro do condomínio.

Resta à administração, portanto, fazer um estudo de dependências físicas, procurando identificar quais os locais que poderiam ser utilizados para o uso de entorpecente, e, nas áreas mapeadas, instalar câmeras de segurança, mais iluminação, sensores de presença, e estabelecer rondas periódicas e controle perimetral, pois a presença de um vigia, ou área mais iluminada causa incômodo, desconforto e insegurança aos usuários.

Realizar ainda um controle de acesso com mais rigor, impondo uma melhor identificação dos visitantes, e servir-se de murais, reuniões, palestras e discussões com os moradores e seus filhos, orientando e atribuindo responsabilidades.

Fonte: Práticas de Gestão Condominial – Orandyr Teixeira Luz (O condomínio & Você).

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