Cresce o número de síndicos profissionais no Brasil

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Liderança para conduzir conflitos, conhecimentos técnicos e propor soluções aos condomínios faz do síndico profissional uma área em plena ascensão no país

 

É crescente o número de pessoas que optam por morar em apartamentos. Questões como segurança e infraestrutura (condomínios clubes), fazem dos prédios uma opção mais atraente do que as casas tradicionais. A expansão imobiliária no País se deu de tal forma que, só na região metropolitana de São Paulo, o segmento de condomínios movimenta cerca de R$ 3 bilhões por mês e gera mais de 250 mil empregos diretos.

Obrigatoriamente, os condomínios precisam ter um síndico (cargo geralmente ocupado por um morador do prédio). E são inúmeras as responsabilidades por ele assumidas, tais como: representar o condomínio formalmente, garantir que os condôminos cumpram as regras estabelecidas, dedicar-se à proteção e preservação das áreas comuns, administrar as despesas, o planejamento financeiro do condomínio etc.

Pode até parecer simples, mas na prática, a execução de todas essas tarefas é algo bem complicado; diversos são os contratempos enfrentados no dia-a-dia da gestão condominial, e ainda, existem os conflitos entre os moradores. Somados a isso, a falta de conhecimento, o tempo e empenho necessário, fizeram com que muitos moradores desistissem de assumir a função. Dentro desta realidade, os condomínios se viram obrigados a contratar um síndico profissional e, então, uma nova oportunidade de trabalho surgiu.

Outro forte impulsionador para o aumento de síndicos profissionais foi o índice de desemprego no Brasil que, segundo o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –, atingiu cerca de 12,7% da população (13,2 milhões), fazendo com que muitas pessoas optassem por iniciativas próprias para retornarem ao mercado.

 

 

Para o sucesso desta vocação, existem cursos que capacitam uma pessoa para o cargo. “Um profissional competente precisa ter conhecimento que vai desde as áreas contábeis e administrativas, até mesmo das leis trabalhistas e código civil. É fundamental ter uma visão bem assertiva, prever problemas e ter soluções rápidas. Um condomínio é cercado de detalhes que podem se tornar grandes problemas. Inclusive, o síndico pode ser responsabilizado civil e criminalmente, caso incidentes venham ocorrer dentro das dependências do prédio”, contou a advogada Dra. Christiane Faturi Angelo Afonso, reiterando ainda, que pelo fato do indivíduo não ter vínculo de moradia ou propriedade com o condomínio, bem como não manter relações pessoais com a vizinhança, faz com que ele seja mais objetivo nas tomadas de decisão.

O salário de um síndico profissional é atraente; pode atingir os R$ 30 mil, dependendo de quantos condomínios ele gerencia – é permitido que a mesma pessoa acumule mais de um empreendimento. Mas, para assumir tamanhas responsabilidades, o candidato ao posto de síndico precisa realizar cursos de profissionalização do trabalho de síndico, que oferecem conteúdo com temas variados (gestão empresarial e financeira, recursos humanos, legislação, segurança, sustentabilidade etc).

“Como a demanda por síndico profissional tem crescido vertiginosamente, é ideal que a pessoa que deseje desempenhar essa função tenha conhecimentos pertinentes ao cargo. É uma profissão em plena ascensão, mas vale ressaltar a importância de se fiscalizar e acompanhar de perto esse trabalho pelos conselheiros do prédio”, disse Dra. Christiane, que destaca as expectativas geradas com a contratação de um síndico profissional. “A substituição de um síndico amador por um profissional traz diversas cobranças, entre elas, a redução de custos, uma vez que acredita-se que o profissional execute com maestria as compras, o controle de horas extras dos funcionários, material de estoque, evite desperdícios, realize corretamente as manutenções, buscando sempre os melhores orçamentos, tenha um controle efetivo do quadro de funcionários, prime pela segurança da área condominial, entre tantos outros tópicos”.

A contratação de um síndico profissional é feita por votação em assembleia entre os condôminos. Posteriormente, é assinado um contrato de prestação de serviços que determina remuneração, atribuições, horas e prazo de encerramento do trabalho.

 


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Fonte: Segs

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