O subsíndico de um condomínio em Interlagos, zona sul de São Paulo, foi indiciado por homicídio culposo após a morte de uma menina de 11 anos. A criança morreu eletrocutada na casa de máquinas da piscina do edifício. O acidente aconteceu há cerca de um ano.
A menina brincava de esconde-esconde quando entrou na casa de máquinas da piscina. Ela teve contato com fios elétricos expostos e foi encontrada morta no local.
A investigação policial constatou que a fiação elétrica não tinha isolamento adequado. Imagens de vídeo mostram que a área estava sem portão de proteção no momento do acidente.
Edgar Cavalcante da Cunha, subsíndico do condomínio, foi indiciado. Ele responderá por homicídio culposo, crime sem intenção de matar.
A família da vítima afirma que a criança brincava de esconde-esconde quando entrou no espaço e tocou em fios expostos. A defesa da família defende que outros responsáveis pela manutenção também devem ser investigados.
Especialistas indicam que a manutenção das áreas comuns é responsabilidade do síndico. Pode haver responsabilização civil e criminal em caso de omissão. A estrutura de isolamento da área foi instalada após o acidente. A investigação continua em andamento para apurar todos os aspectos do caso.
Como isolar áreas com riscos de choques?
– Desligue a energia na origem: sempre que possível, corte no disjuntor do circuito (quadro elétrico) e sinalize “não religar”.
– Isole fisicamente o acesso: use cones, fita zebrada e barreiras (grades/cavaletes) criando um perímetro que impeça aproximação e toque.
– Sinalize de forma visível: placas de “Risco de choque – Área interditada” em pontos de entrada/visão.
– Impeça o contato com partes metálicas/úmidas: em áreas como piscina, evite ferramentas/itens metálicos e prefira materiais isolantes (ex.: fibra de vidro) quando houver necessidade de manuseio.
– Chame profissional habilitado e registre: acione eletricista/engenheiro para vistoria e correção; registre a interdição e providências (dever de agir do síndico).
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