O presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Mato Grosso (Creci-MT), Claudecir Conttreira, defendeu que os proprietários de áreas incluídas na Zona de Intenção Ambiental (ZIA) sejam reconhecidos como protagonistas no debate sobre a regularização do tema. A manifestação ocorreu durante audiência pública realizada na Câmara Municipal de Cuiabá, na última quarta-feira (20).
Conttreira iniciou sua fala destacando a importância da condução equilibrada do debate pelo vereador Eduardo Magalhães e pelo prefeito Abilio Brunini, que, segundo ele, demonstraram preocupação não apenas com a pauta ambiental, mas também com os impactos sociais e econômicos do impasse. O dirigente, no entanto, lamentou a ausência de representantes diretos dos proprietários na mesa de discussões.
“A grande autoridade aqui, depois do prefeito e do vereador, sem sombra de dúvida ou em pé de igualdade, é o proprietário da área. Eu recebi uma comissão de proprietários lá no Creci e me controlei para não me emocionar escutando as histórias deles. São famílias cuiabanas, mato-grossenses, que herdaram e cuidaram dessas áreas por gerações. Essa sensibilidade precisa existir nesse debate”, afirmou.
Segundo o presidente, o Creci-MT tem recebido relatos de famílias que, há décadas, não conseguem utilizar integralmente suas propriedades devido à delimitação da ZIA, sem que tenham sido devidamente indenizadas. Ele enfatizou que a defesa do meio ambiente deve caminhar junto com o respeito à propriedade privada e à história das famílias que vivem nessas áreas.
Conttreira também colocou o Creci-MT à disposição para contribuir tecnicamente em futuras discussões e eventuais convênios entre Prefeitura e Ministério Público. “O Creci-MT está de portas abertas e gostaria de participar ativamente desse processo, representando não apenas a categoria dos corretores de imóveis, mas também os proprietários que hoje se sentem prejudicados”, completou.
A audiência discutiu alternativas para destravar o impasse em torno das áreas de ZIA, que há mais de 20 anos aguardam definição entre transformação em unidades de proteção ambiental, com indenização aos proprietários, ou liberação para uso produtivo.
Chris Cavalcante/Da Redação







