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Síndico Legal > Condomínios > Com alta demanda, pontos de recarga de carro elétrico geram embate em condomínios
CondomíniosNotícias

Com alta demanda, pontos de recarga de carro elétrico geram embate em condomínios

Por Redacão Sindicolegal Publicados 14 de fevereiro de 2026
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4 Min. de Leitura
Foto: Reprodução/G1
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Boa localização, quarto com suíte, varanda, área de lazer, portaria 24 horas e… estação de carregamento de veículos elétricos! A lista de desejos de quem compra ou aluga um imóvel ganhou mais um componente. A busca por imóveis com infraestrutura preparada para carregar carro elétrico cresce de forma considerável, ao passo que a presença desses veículos avança forte no Brasil. As regras para adequação dos pontos de recarga entram em vigor neste mês, no entanto, nem todos os imóveis têm infraestrutura compatível.

A necessidade de se debater sobre essas instalações é cada vez mais urgente, dado o volume desses veículos no Brasil. De acordo com dados do Balanço Energético Nacional 2025, divulgado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) junto com o Ministério de Minas e Energia (MME), o número de licenciamentos acumulados desse tipo de veículo passou de 1,9 mil em 2020 para mais de 215 mil em 2024, um aumento de mais de 100 vezes em apenas cinco anos. Além disso, dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) mostram que um a cada seis veículos zero vendidos no país são eletrificados.

Trata-se de um crescimento exponencial que tem levado a uma corrida por adequação de infraestrutura para atender a demanda. A diretora da Associação Brasileira do Mercado Imobiliário (ABMI), Adriana Magalhães, conta que já é comum os clientes perguntarem sobre a presença de ponto de recarga de carro elétrico nos condomínios e colocar isso como exigência para o aluguel ou a compra do imóvel. “Antigamente, a gente colocava lá três quartos, lazer completo, dependência completa de empregada e quadra de peteca. O sonho na época, quando eu comecei a trabalhar, era quadra de peteca, era uma febre aqui em BH. As tendências vão mudando e a gente vai acompanhando”, relembra.

A presença de pontos de carregamento já é, inclusive, encarada como atrativo para o imóvel, assim como acontece com casas que foram reformadas recentemente ou que contam com área de churrasco ou armários planejados. Não é algo que vá valorizar de forma considerável o imóvel, mas é raro e agrega valor na hora de vender. “É igual ar-condicionado. Porque, se o apartamento não tem, quem está comprando vai ter esse custo. A gente já coloca isso como um benefício. E pode fazer diferença no preço final”, explica.

“Por exemplo, se eu for hoje lá no seu apartamento fazer avaliação e seu apartamento já tem o ar condicionado e a instalação para carro elétrico, na hora que eu for fazer uma avaliação, comparativamente com outra unidade do mesmo prédio, as duas unidades não vão ter o mesmo valor”, exemplifica a especialista, que também é diretora de Estratégias da CéuLar Netimóveis.

Adequação esbarra em aprovação em assembleia

Adriana conta que todo morador tem direito de solicitar ao condomínio a instalação de ponto de recarga na sua vaga. No entanto, a decisão de instalar está sujeita à aprovação em assembleia de condomínio. É algo parecido com o processo para instalação de ar condicionado nos casos em que a construtora não entrega as torres com a infraestrutura preparada.

“Precisa ter aprovação em assembleia. Tem de ter o respeito às normas técnicas do Corpo de Bombeiros. Tem de verificar se é compatível, porque esses prédios antigos, por exemplo, já têm hoje uma sobrecarga, porque, antes do carro elétrico, quando o calor começou a subir, [a preocupação] foi o ar-condicionado”, pontua.

O Tempo

 

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