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Síndico Legal > Condomínios > Aluguel por curta temporada é vedado sem aval de convenção do condomínio
CondomíniosNotícias

Aluguel por curta temporada é vedado sem aval de convenção do condomínio

Por Redacão Sindicolegal Publicados 28 de janeiro de 2026
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3 Min. de Leitura
condomínio pode proibir AirBnb em imóvel próprio-sindicolegal
Reprodução/Airbnb
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A locação de imóveis por curta temporada via plataformas digitais configura contrato atípico de hospedagem. Se a convenção do condomínio prevê destinação exclusivamente residencial, essa prática é vedada, salvo se houver aprovação em assembleia para alterar a finalidade do imóvel.

Com base nesse entendimento, a juíza Monica Di Stasi, da 3ª Vara Cível do Foro Central de São Paulo, julgou procedente a ação de um condômino para proibir a administração do prédio de autorizar ou tolerar locações temporárias por plataformas digitais, como o Airbnb. A decisão impôs multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento, limitada a R$ 50 mil.

A ação foi ajuizada pelo proprietário de um apartamento contra o próprio condomínio, alegando omissão do síndico. O autor relatou que, a partir de 2023, houve uma intensificação das locações de curta duração nas unidades, gerando transtornos à coletividade e riscos à segurança.

Segundo os autos, em vez de coibir a prática para fazer valer a convenção, a gestão apresentou proposta de regulamento interno para legitimar a atividade comercial, mesmo sem a devida aprovação em assembleia.

Uso residencial

Na disputa judicial, o condômino pediu que a administração fosse obrigada a vetar a entrada de inquilinos temporários, apontando violação à norma interna que define o uso “exclusivamente residencial” das unidades.

A defesa do condomínio, por sua vez, sustentou que o direito de propriedade não poderia ser limitado arbitrariamente e que não havia vedação expressa na convenção sobre plataformas digitais. E alegou ainda que a locação por temporada visa apenas à moradia temporária e que eventuais infrações deveriam ser punidas individualmente.

A juíza rejeitou os argumentos da defesa, alinhando-se à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça que diz que a exploração econômica das unidades, via aplicativos, não se confunde com a locação residencial tradicional. Nesse caso, exige-se quórum qualificado para a liberação da prática.

“Com efeito, tratando-se de unidade condominial, o proprietário tem o direito de usar, gozar e dispor livremente da sua unidade, mas também tem o dever de observar a Convenção do Condomínio e a destinação prevista à edificação”, afirmou ela na sentença.

“No caso em tela, diante da expressa destinação residencial dos apartamentos, conclui-se que a locação de curta temporada de unidades viola a Convenção do Condomínio, de modo que a procedência da demanda é medida que se impõe.”

Conjur

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