Condomínios do Alto Tietê discutem a reabertura de áreas comuns .

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Condomínios do Alto Tietê discutem a reabertura de áreas comuns .
Síndicos fazem votação entre os moradores para adotar alternativas.

Condomínios do Alto Tietê começam a discutir a flexibilização da quarentena. No começo do mês, uma lei federal que trata do assunto foi sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro com vetos.

Um deles proibiu que os síndicos fechem as áreas comuns por conta própria, sem antes consultar a opinião dos moradores.

Elaine Novaes trabalha em uma administradora que cuida de 50 condomínios na região. Além de ajudar os síndicos com cartilhas e informações, tem repassado também orientações para a retomada.

“Cada condomínio tem uma característica diferente. Tem uma complexibilidade. Então o síndico e o conselho, como representantes da massa, têm de entender qual é o perfil que o condomínio se enquadra”, pontua Elaine.

Como as assembleias estão suspensas, para evitar a aglomeração de pessoas, a orientação da administradora é para que o síndico use o recurso da enquete para consultar os moradores.

Em um prédio são 232 apartamentos. Mais ou menos 500 moradores. O síndico já tem conversado com o conselho para decidir como será a retomada no local.

“Devido à mudança da lei 14.010, em que o presidente vetou, o artigo 11 nos colocou na condição de diálogo com o morador, então agora nós vamos fazer essa flexibilização buscando os moradores, pegando as opiniões, definindo as estratégias em conjunto”, detalha o síndico Paulo Pires.

Maria Make, de 74 anos é moradora do condomínio há 14 anos. Ela é uma das pessoas que votaram pela manutenção da quarentena como está, com os espaços fechados.

“A quadra de esportes eu acho que poderia, sim, flexibilizar, mas bem devagar e com cuidado. Eu acho que tinha de ter uma higiene. Ainda flexibilizar tudo não, mas algumas coisas a população tem de pensar em si e no próximo”, diz a moradora.

Em outro condomínio de Mogi das Cruzes, as restrições foram flexibilizadas. Os pedidos para que as áreas comuns reabrissem foi maior do que no outro condomínio. Mesmo com a reabertura desses espaços, como uma quadra atrás, os moradores precisam seguir uma série de regras.

“A utilização é feita mediante o agendamento em horário reservado para cada unidade. O uso obrigatório da máscara. A gente orienta que eles levem o material de higienização e respeite os protocolos de distanciamento social”, diz o síndico Cleber Muniz.

O síndico também explica o que os moradores alegaram pra reabertura das áreas comuns:

“Entendo que este motivo mobilizou os pais a fazerem solicitações à flexibilização, para que eles pudessem tomar um sol, praticar os exercícios físicos”, detalha o síndico.

Mas os cuidados continuam, até nos espaços que nunca fecharam. O álcool gel está à disposição para quem pega os elevadores. A regra é clara: moradores de apartamentos diferentes não podem dividir o espaço. Eles têm de esperar a sua vez. Mais do que inimiga da perfeição, nesse caso a pressa é inimiga da saúde.

“Eu estava dentro do elevador, outro morador entrou, e eu saí. ELe ficou constrangido da situação e pediu para que eu retornasse e ele esperasse o próximo.

Algumas pessoas têm cautela, e outras pressa. A gente precisa da compreensão e paciência de todos, que logo a gente sai dessa fase”, relembra o morador Pedro Ivo Campos Barbosa.

Fonte:G1(Mogi das Cruzes e Suzano)
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