condomínios apostam em sistemas de reaproveitamento de água

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Mudança de atitude aliada ao uso da criatividade e a projetos modernos é um primeiro gesto para o uso racional da água.

 

A mudança de atitude aliada ao uso da criatividade e a projetos modernos é um primeiro gesto para o uso racional da água. Na região, casas, empresas e condomínios estão colocando em prática sistemas e iniciativas voltadas à sustentabilidade.

O mestre de cerimônia Luis Roberto Exner utiliza mangueiras para captar água da chuva. O sistema, inventado por ele mesmo, é simples: do telhado a água cai na calha, onde há uma mangueira acoplada. Assim ele consegue encher duas bombas de 200 litros e mais uma caixa de 500 litros.

“Eu deixo chover, limpar primeiro e a água que vem depois é bem limpa, eu posso usar para tomar banho, mas normalmente eu uso só para lavar louça. Eu consigo a economia que eu quero, que é de dois mil litros por mês, eu gasto lavando louça, já fiz as contas: 500 litros por semana, dois mil litros por mês, então todo mês eu economizo dois mil litros por mês”, explica.

Com a bomba d’água é possível inclusive mandar a quantidade captada para o reservatório principal da casa. O investimento total para criar este sistema foi de no máximo R$ 700, o que se pagou em menos de um ano com a economia na conta, que caiu pela metade: de R$ 80 para R$ 40.

Não é porque a água é coletada da chuva que Luis Roberto abusa nas atividades domésticas. O uso consciente está presente em cada pequena ação. Ao lavar a louça, por exemplo, primeiro ele ensaboa e só depois abre a torneira para enxaguar.

“Sempre abriu, fechou, abriu, fechou. Tem que ter esse cuidado, essa consciência, porque a água é preciosa, ela não é finita, um dia ela pode acabar e a gente vai achar ruim. É bom preservar, respeitar, porque a água é sagrada”, completa.

Empreendimento sustentável

Condomínio que fica no Campolim reaproveita água da chuva — Foto: Reprodução/TV TEM

É justamente com os olhos no futuro que uma construtora de Sorocaba (SP) vem cada vez mais agregando a palavra sustentabilidade aos empreendimentos.

Em um condomínio que fica no Parque Campolim, o reaproveitamento da água da chuva foi planejado desde o início do projeto. É um sistema bastante simples, porém eficiente, com um custo adicional à obra considerado baixo: cerca de R$ 45 mil reais.

“Ele utiliza o telhado do edifício para fazer a captação pluvial. Essa água da chuva é coletada e escoada para uma cisterna, onde passa por um tratamento com conjunto de filtros para, posteriormente, a utilização para as áreas comuns do edifício.

Tem uma bomba que é separadora de partículas sólidas, um filtro de areia e passa por um tratamento de coloração e raios UV para tornar a água apta para utilização, lembrando que essa água não é apta para consumo humano”, explica o engenheiro responsável Rodrigo Mikami.

Depois de passar pelos filtros, a água vai para as torneiras das áreas de uso comum e é usada para regar a horta, o jardim, para a limpeza e está também nas fontes decorativas. Com essa medida calcula-se que a economia no uso da água em todo o condomínio chegue a 20 ou 30%.

“Impacta na conta do condomínio, tudo que a gente consegue economizar a gente coloca em benfeitorias para o condomínio. É aquela eterna busca de melhorias para impactar cada vez menos na taxa de condomínio, ninguém quer pagar um condomínio alto, hoje em dia é um fator determinante para uma boa gestão de condomínio“, comenta o síndico, César Barbosa.

Estação de tratamento própria

Fábrica de jeans tem estação de tratamento dentro da empresa — Foto: Reprodução/TV TEM

Em uma fábrica de jeans de Votorantim (SP) se produz em torno de 450 mil peças por mês. Para isso são utilizados 14 milhões de litros de água.

De acordo com o diretor industrial, Felipe Ferreira, ter uma estação de tratamento dentro da empresa começou por obrigação para atender à legislação por causa do tipo de atividade que ele exerce, mas, aos poucos, a empresa também foi aderindo à cultura de pensar consciente no meio ambiente.

“O tratamento de água de efluentes é obrigatório por lei, a gente não pode jogar água contaminada no esgoto, então temos que fazer o tratamento de efluentes. Posteriormente, a gente, por razões competitivas, começou a fazer um tratamento para reutilizar a água. Então, inicialmente foi pensando em razões competitivas e econômicas, mas no fundo acho que a função principal é que a gente tenha menos impacto ambiental, que a gente tenha menos impacto para gerações futuras.”

Fonte: G1

 

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