Condenado por participação em esquema de agiotagem é preso em condomínio

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Condenado por participação em esquema de agiotagem é preso em condomínio
Condenado por participação em esquema de agiotagem é preso em condomínio

Um dos homens condenados por participação em um esquema de agiotagem, em Sorocaba (SP), foi preso em um condomínio, na tarde desta terça (20). O grupo foi investigado na “Operação Alquimia”, que foi realizada em 2018. Todas as condenações dos réus presos e foragidos somam 427 anos.

A ação foi feita entre o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), Polícia Rodoviária e a Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) depois de uma denúncia anônima de que Anderson de Oliveira Fernandes estava no local.

 

Ele foi abordado na rua e encaminhado à delegacia com um mandado de prisão. Anderson tem uma condenação de 35 anos em primeira instância. A defesa dele não foi localizada.

Em 16 de maio de 2018, a operação deflagrada pela Polícia Civil e Ministério Público cumpriu 23 mandados de busca e oito de prisão – mas apenas cinco pessoas foram encontradas.

O grupo foi acusado de extorsão, agiotagem, sonegação e lavagem de dinheiro.

Soltos pelo STF

Depois da prisão, uma liminar do ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio colocou os cinco presos em liberdade. Quando houve o julgamento do recurso, a liminar foi revogada, mas apenas dois deles foram novamente presos pela polícia. Com Anderson, três estão detidos.

Segundo a investigação, a quadrilha foi organizada por pai e filho. O primeiro, apontado como um dos chefes do bando, foi preso e condenado a 73 anos de prisão. O segundo está no grupo dos cinco que continuam foragidos.

A maior condenação é de um dos membros da quadrilha, que também está foragido, e chegou a 97 anos de prisão.

‘Aprendeu a emprestar’

Ao todo, cerca de 16 mil documentos foram analisados. Segundo a denúncia, uma vítima relatou que ao menos desde 2015 os réus usavam arma de fogo e agiam com outras pessoas em uma organização criminosa para diversos crimes. Naquele ano, presencialmente ou por telefone eles a ameaçaram para entregar o valor de R$ 2 mil.

No mesmo período, a investigação identificou, por meio de quebra de sigilo, que outra vítima sofreu violência para a entrega de R$ 1.516.000.

Além de documentos e outros objetos, com o cumprimento dos mandados de prisão e busca foram apreendidas armas e munições utilizadas nas extorsões, bem como eletrônicos, como celulares e computadores.

Em um deles, foi recuperada uma conversa de um dos chefes que contou que “era quebrado”’, mas “aprendeu a emprestar dinheiro do nada” e ensinou ao filho. Segundo o áudio extraído dos equipamentos dele, “Deus deu oportunidade” e “mostrou o caminho”.

 

Ao menos 15 pessoas foram vítimas do grupo. A investigação identificou que imóveis, lanchas e carros de luxos foram comprados por meio da prática criminosa.

Uma previdência privada no valor de R$ 11 milhões em nome de um réu foragido foi bloqueada, dentre outras aplicações financeiras.

Fonte: G1

 

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