Como reduzir taxas condominiais em meio a crise econômica

0
448

Na última semana, analistas financeiros reduziram as perspectivas de crescimento da economia brasileira para 2019, com encolhimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2,28% para 2,01% e aumento da inflação de 3,87% para 3,89%.

Ou seja, economizar será ainda palavra de ordem entre os brasileiros.

E para muitos que moram em prédios, o valor da taxa condominial é um gasto com peso significativo no orçamento e, aparentemente, sem ter como reduzi-lo. Mas o síndico ou a administradora podem tomar algumas medidas que ajudam a diminuir as despesas do condomínio e, assim, abaixar o valor da taxa condominial.

Segundo Roger Silva, diretor da Auxiliadora Predial, empresa de gestão condominial e negócios imobiliários, da arrecadação da taxa condominial, de 40% a 50% destina-se às despesas de folha, como salários e encargos. Com o consumo de água, luz, gás, telefone, gasta-se em média de 20% a 30%. Cerca de 15% vão para contratos de manutenção, elevadores, bombas e seguros. Já para despesas administrativas, bancárias, fundos de reserva e pequenos reparos, em torno de 10%. “Mas é possível reduzir esses gastos buscando alternativas capazes de gerar uma boa economia a curto, médio ou longo prazo”, garante o especialista.

 

 

Entre medidas mais simples, Silva sugere a troca das lâmpadas comuns por lâmpadas de LED, que consomem bem menos energia, como também a instalação se sensores de presença. “E, durante o período da noite, o síndico pode deixar apenas um elevador funcionando”, acrescenta o diretor da administradora que atende aproximadamente mil condomínios no estado de São Paulo. Também para economizar no consumo de energia, mas com resultados a longo prazo, os prédios podem investir na instalação de painéis de captação de energia solar. “O retorno vem, em média, em sete meses. Mas a economia pode chegar a 70%”, diz Silva.

Nos prédios onde ainda não há sistema de medição por unidade, o diretor da Auxiliadora Predial recomenda que o consumo de água pode ser reduzido por meio de campanhas de Conscientização entre os condôminos.

“No entanto, estima-se que com a implementação desse sistema, o consumo geral de água pode sofrer uma queda de até 30%, o que justificaria um possível investimento nisso”, defende Silva, que também recomenda a prática da água de reuso para serviços como irrigação do jardim nas áreas comuns do condomínio, por exemplo. “Muitas vezes, são atitudes simples, mas que apresentam no conjunto resultados significativos”, completa.

Especialmente em condomínios construídos há mais tempo, é importante que haja uma agenda de obrigações de manutenções preventivas, que são bem mais baratas que as obras de reparação. “Eventuais obras de reparo não demandarão tanto dinheiro do condomínio se houver cuidado para evitar que pequenos se transformem em uma encrenca enorme, o que pode acabar tornando necessário até reajustes no valor da taxa condominial”, diz Silva. Dentre essas manutenções estão, por exemplo, verificação de para-raios, vazamentos, bomba de água, elevadores e impermeabilização.

O especialista recomenda ainda o enxugamento da folha, mantendo apenas os profissionais de atividades essenciais. Uma tendência no mercado tem sido, inclusive, a substituição da portaria comum pela virtual, em que os operadores trabalham remotamente em uma empresa contratada pelo prédio, podendo gerar uma economia de até 40% com esse serviço. Por fim, o condomínio deve evitar que inadimplentes se tornem crônicos. “Ações voltadas para a diminuição do número de unidades inadimplentes, sem comprometer o relacionamento harmonioso, também são essenciais para a saúde financeira dos condomínios”, conclui.

 


VEJA TAMBÉM: 


 

Leia mais notícias aqui

Fonte: SEGS-

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here