Cerca de 80 famílias ocupam condomínio interditado por risco de desabamento, em Foz do Iguaçu, diz PM.

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Cerca de 80 famílias ocupam condomínio interditado por risco de desabamento, em Foz do Iguaçu, diz PM.
Segundo as famílias, em 2019, eles precisaram sair dos apartamentos do ‘Minha Casa, Minha Vida’ e o problema ainda não foi resolvido.

Cerca de 80 famílias ocuparam o Condomínio Duque de Caxias, no Bairro Morumbi, em Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, na noite de sexta-feira (14), segundo a Polícia Militar (PM). Os ex-moradores permanecem no local até este sábado (15) e alegaram ocupar os prédios por tempo indeterminado.

Em 2019, os 136 apartamentos foram interditados e desocupados após avaliação da Defesa Civil sobre o risco de desabamento. A Caixa Econômica Federal, responsável pela obra do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, paga um aluguel social de R$ 890 para os ex-moradores.

Segundo a síndica do condomínio, Eliane da Silva, a ocupação foi decidida em reuniões com as famílias, que foram comunicadas pela Caixa que o aluguel social seria suspenso.

“Como a Caixa fica ligando, ameaçando que vai cortar o aluguel, eles acharam melhor retomar o que é deles por direito. Então vieram para ficar, por tempo indeterminado. São, aproximadamente, 75 famílias. Nem todos estão aqui, porque muitos trabalham a noite, mas os que puderam vieram.”
A Caixa Econômica Federal informou que apresentou uma solução definitiva de moradia para as famílias, reservando apartamentos novos no Residencial Angatuba, no Bairro Três Lagoas.A conclusão dos novos apartamentos está prevista para setembro de 2020, por isso, os beneficiários devem assinar os contratos até o final de agosto.
Segundo a Caixa, o pagamento do aluguel social será mantido até entrega do residencial.O condomínio interditado fica a cerca de seis quilômetros de distância do Centro da cidade.
O novo residencial, direcionado pela Caixa para as famílias, fica a cerca de 12 quilômetros da região central de Foz do Iguaçu.
A Caixa explicou que não demoliu os prédios e construiu outro condomínio no mesmo local porque Foz do Iguaçu conta com mais de 900 unidades habitacionais em obras, em três empreendimentos, para beneficiários com renda familiar de até R$ 1,8 mil.

Dessa forma, o banco buscou o Residencial Angatuba para as famílias como uma solução imediata e definitiva.

 

 

O caso

O conjunto conta com 17 blocos, com 136 apartamentos, e foi entregue aos moradores em outubro de 2012, segundo a Caixa. O investimento pela obra foi de R$ 6 milhões.

De acordo com a administração municipal, após a retirada dos moradores, no dia 28 de fevereiro de 2019, os blocos seriam demolidos no dia 1º de março do mesmo ano.

Entretanto, à época, o responsável pela obra solicitou uma nova vistoria para provar que o prédio não corria riscos de desabamento. Por isso, em abril de 2019, a Justiça determinou que a Caixa não demolisse os prédios do conjunto popular.

De acordo com a Caixa, a construtora do condomínio foi acionada judicialmente e está impedida de operar com o banco.

Um ano da interdição

Em março de 2020, os ex-moradores do conjunto fizeram um protesto em frente à Caixa Econômica Federal, em Foz do Iguaçu, pedindo por respostas do banco sobre o caso.

À época, a Caixa informou que estava apurando o caso e que esse foi o primeiro empreendimento que apresentou risco de desabamento no programa federal.

Fonte:G1(Oeste)
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