Cartões de votação

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Sempre gostei de participar de assembleias condominiais. Aprende-se muito nessas reuniões, esse convívio aproxima mais as pessoas seja você o síndico ou não.

Assembleia é uma oportunidade única no condomínio. Pessoas reagem de maneiras diferentes quando seu pensamento faz eco nos seus pares, ou quando sua moção causa manifestações contrárias, às vezes de forma hostil.

Muito embora não seja novidade, um macete torna a apuração – e a própria votação – mais rápida e sobretudo mais confiável, sem fazer uso, num primeiro momento, de programas de computador ou outros controles eletrônicos de alto custo.

Os bons e baratos cartões de votação.

Coloridos, plastificados, personalizados com o nome, logo do do condomínio e rubrica do síndico, significam um baixo custo, pois são utilizados por longo período, várias assembleias. Basta que sejam recolhidos das mãos dos condôminos ao termino da reunião.

Ao chegar à assembleia, o condômino se dirige à mesa para assinar lista de presenças, momento em que, depois de verificada sua condição de adimplente com as cotas condominiais, lhe são entregues dois cartões de cores diferentes, um para o “sim”, outro para o “não”.

Na hora, o presidente ainda tem duas opções, a primeira, colocando o tema da votação de uma só vez, ao que o plenário sustenta a cor de seu voto a segunda, ao dividir a votação em duas etapas, uma para o sim, outra para o não, fazendo a contagem, em ambos os casos.

Essa providencia impede que pessoas que não tem direito a voto levantem a mão e seja computada essa manifestação, influenciando de maneira irregular o resultado final.

Resta, ainda, àqueles que não confiam nessa dinâmica, outras opções mais tecnológicas, de maior custo, talvez recomendáveis para condomínios com muitas unidades, com histórico de comparecimento realmente expressivo, a chamada votação eletrônica interativa.

Dentre outras citadas, essa ferramenta agiliza votações, registra individualmente os votos, permite auditoria nos resultados e diminui conflitos pessoais não expondo as opiniões dos participantes às partes contrárias (o voto poderá ser verificado pelo síndico e ou o próprio votante).

Não é demais lembrar que a adoção desse tipo de apuração só srá tomada nos condomínios cuja condomínios cuja convenção estipule que a cada unidade autônoma corresponda um voto.

Quando não há menção no diploma convencional os votos serão proporcionais à tração ideal, presumindo-se, neste caso, que o presidente da assembleia deva compor uma tabela com as frações ideais de cada unidade autônoma para coordenar a votação e proclamar o resultado.

Fonte: Práticas de Gestão Condominial – Orandyr Teixeira Luz (O condomínio & Você)

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