câmeras registram imagens de cachorro pouco antes de ataque a família em condomínio de Salvador; mulher ficou ferida

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Pitbull entra pelo acesso de veículos em condomínio no bairro de Vila Laura
Foto: Reprodução/TV Bahia

Imagens do circuito interno de um prédio flagraram o momento em que um cão entra em um condomínio no bairro de Vila Laura, em Salvador, no último sábado (06). As cenas foram registradas momentos antes de o animal atacar uma família. Há suspeitas de que o cachorro seja da raça pitbull.

O ataque deixou uma mulher ferida com sua yorkshire de estimação. A contadora Acimi Muniz teve escoriações nos joelhos e a cadela teve lesões graves na parede abdominal, além de ter sofrido deslocamento de órgãos e afundamento de costela. Ela passou por cirurgia e segue internada.

A contadora solicitou ao próprio condomínio as imagens da hora do ataque, mas foi informada que só poderia ter acesso com amparo legal de ação judicial. No entanto, a Rede Bahia teve acesso a gravações que mostram o momento em que o animal entra no conjunto residencial

“Passaram as imagens para identificarmos de onde o cachorro veio. Ele subiu a rua e estava passeando, mas não havia atacado nenhuma pessoa. Por isso, achava-se que era manso e não fecharam os portões”, disse Acimi.

A contadora lembra que o cachorro usava uma coleira, mas não se sabe até o momento quem é o seu tutor. Por causa disso, não foi possível ainda fazer o registro da ocorrência na delegacia. Apesar da sua cadela de estimação ter ficar ferida, Acimi disse que a situação poderia ser ainda grave porque o animal estava próximo de um parque infantil.

“Eu fico me perguntando se não fôssemos nós, se não tivesse nenhum morador com o cachorro, provavelmente ele iria se dirigir ao parquinho. Não se pode garantir que aquele pitbull só ataca animais. Poderia, sim, atacar uma criança e isso é muito sério.”

Como foi o ataque

Pitbull entra pelo acesso de veículos em condomínio no bairro de Vila Laura
Foto: Reprodução/TV Bahia

Acimi Muniz ficou ferida depois de lutar para defender sua cadela de estimação durante o ataque. Ela estava com a filha, o marido e três cães da raça yorkshire. Todos passeavam pelas vias do residencial: os dois cães machos eram levados pelo homem; a cachorrinha menor era levada por Acimi.

Segundo a mulher, seguranças do condomínio alertaram que o pitbull estava solto na área externa, mas o grupo não teve tempo de se proteger.

“Ele parou, fixamente olhou e veio com tudo. Quando ele pulou em mim, minha cachorrinha pulou também. Ele pegou ela e saiu arrastando”, lembrou a mulher.

Acimi disse que, mesmo com a filha no colo, reagiu de forma instintiva e foi ao chão, apertar o pescoço do cachorro, para evitar que ele sacudisse a cadelinha.

“Minha filha se agarrou em mim e eu me agarrei no pescoço dele. Minha intenção era fazer com que ele não chacoalhasse ela. Ele mordeu bastante. Eu sabia que se ele chacoalhasse, ela ia morrer, porque é pequena, frágil, não ia resistir.”

Mulher ficou ferida ao defender cadela de ataque de pitbull em Salvador
Foto: Reprodução/TV Bahia

Ainda de acordo com Acimi, um dos vizinhos, que é policial, percebeu a situação e chegou ao local com uma arma. O homem pediu para que ela soltasse o cão e deu um tiro para o chão, para assustar o pitbull, que soltou a cadela e correu para a área externa do condomínio.

Na momento do ataque, o marido de Acimi, Marcelo Muniz, correu para esconder os outros dois cachorros na guarita e voltou para ajudar a companheira, que teve ferimentos nos joelhos e nos pés.

Caso ocorreu em condomínio na Vila Laura
Foto: Reprodução/TV Bahia

O casal disse que tentou registrar o caso na delegacia, mas foi informado na unidade que só poderia comunicar o caso à Polícia Civil se tivesse a identificação do dono do cachorro. O órgão disse que, como o registro de ocorrência é o ponto de partida das investigações, é recomendado que haja informações que permitam à Polícia Civil iniciar a apuração do caso.

Como uma eventual punição cabe ao tutor do animal, é necessário que o comunicante informe dados que auxiliem na identificação do dono – o que é importante não só para a apuração policial, como também para que a vítima busque ressarcimento na esfera cível, se assim desejar.

Fonte: G1

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